Lulismos

Deixa o Lula em paz, o Lula é Corinthiano!
               -- ouvido em uma feira-livre em São Paulo, novembro de 2005

Este é um pequeno compêndio de máximas, pensamentos e aforismas do estimado líder de nossa nação. A lista está longe de ser completa, e não poderia ser diferente. Mantê-la atualizada seria um trabalho de tempo integral: praticamente todos os dias somos regalados com novas e inspiradoras pérolas de sabedoria. Mesmo assim, acreditamos que conseguimos reunir uma amostra representativa do pensamento lulístico.

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Última atualização: Thu Mar 2 11:04:56 BRT 2006


Me dêem uma chance de ser presidente que eu faço em quatro anos o que a elite não fez em 40.

-- discursando em Juiz de Fora, em 1994.

Estou com o coração maior que de mãe. Sempre cabe mais um. Maluf declarou que vota em mim. Se eu fosse o Lula de antigamente, responderia não. Agora, digo que é o primeiro voto sensato na vida dele.

-- em junho de 2002.

Este governo fará muito melhor do que tudo o que já foi feito neste país.

-- em inauguração no Pará, sobre o Bolsa-Família.

Deve ter muita gente torcendo: 'Não pode, esse Lula não pode dar certo'. É como um ex-marido que não quer a mulher seja feliz no outro casamento.

--

Tem gente que governou este país nos últimos 30 anos, e a grande maioria ainda está no poder. E agora cobram de nós, como se pudéssemos fazer em 500 dias o que eles não fizeram em 500 anos.

--

O bom de ser governo é do dia em que você é eleito até a posse. Depois, é só problemas.

-- discursando em março de 2004.

Porque as coisas são assim, as coisas são mais difíceis do que a gente imaginava.

-- aos cinco meses de governo, em discurso anunciando medidas de incentivo à pesca.

O tempo de incertezas passou.

-- em discurso de balanço do primeiro ano de governo.

Eu tenho umas páginas para ler aqui, mas estou doidinho para fazer um improviso. Lendo, serei mais racional, não lendo, mais emocional.

-- na abertura da Expo Fome Zero, em São Paulo.

Acabar com a fome é algo difícil, porque propõe mexer com entranhas do coração, mas também com a estrutura de distribuição de renda.

-- sendo emocional no discurso de abertura da Expo Fome Zero.

Vou fazer um desafio para que vocês aprendam a vender mais do que reclamar.

-- a empresários brasileiros, durante visita à Índia.

Tem lei que pega e tem lei que não pega. Essa do Primeiro Emprego não pegou.

-- discursando em Goiás, em maio de 2004.

A coisa que eu mais queria na vida era que meu filho aprendesse a andar sem cair, sem levar nenhum tombo, mas ele teve muitos tombos até aprender a andar.

-- na cerimônia do primeiro aniversário do Projeto Fome Zero.

Estou otimista porque estamos reduzindo as taxas de interesses dentro do Brasil.

-- em discurso na Cúpula Extraordinária das Américas. "Interest rate" significa taxa de juros, em inglês. Não se sabe o que "taxa de interesse" significa.

Por que em vez de perguntar você não enche a boca de castanha?

-- a uma repórter.

Me transformei no sindicalista mais importante deste país, sem medo de cara feia, de direita e da esquerda. Me transformei e criei um partido que em 20 anos se transformou no partido de esquerda mais importante do País e havia muita gente que não queria.

-- discursando em Campina Grande, na Paraíba.

Todo mundo sabe que nunca aceitei o rótulo de esquerda.

-- discursando em Caracas.

Não tem chuva, não tem geada, não tem terremoto, não tem cara feia, não tem um Congresso Nacional, não tem um Poder Judiciário; só Deus será capaz de impedir que a gente faça esse país ocupar o lugar de destaque que ele nunca deveria ter deixado de ocupar.

-- em cerimônia na Confederação Nacional da Indústria.

O Brasil estava quebrado, e alguém vai ter que salvar este país.

-- em Pelotas, sem deixar dúvidas sobre quem seria a única pessoa capaz de fazê-lo.

A gente vai percebendo que não há ninguém 100% feio nem ninguém 100% bonito. Ou seja, todo mundo pode ser melhorado.

-- a respeito de parcerias entre os governos federal e do Acre.

Nenhum ser humano é 100% mau e nenhum ser humano é 100% bom.

-- a propósito de oportunidades para jovens.

Olhar no olho vale mais que documento por escrito. Política, para mim, a gente faz com telepatia.

-- a metalúrgicos de São Bernardo.

Eu acho que nós já conseguimos, em seis meses, do ponto de vista de política internacional, aquilo que muitos que estudaram a vida inteira não conseguiram fazer.

-- ao voltar dos EUA.

A coisa que mais queria na minha vida, quando casei com a minha galega, era um filho. Ela engravidou logo no primeiro dia de casamento, porque pernambucano não deixa por menos.

-- em discurso na Fenadoce, deixando a "galega" (a esposa Marisa) enrubescida.

Não adianta ter um bando de generais e um bando de soldados...

-- falando no Clube do Exército, diante de uma platéia de militares.

Eu digo que política não tem segredo, se há uma coisa que ninguém precisa ter é diploma universitário para conhecer política.

--

Não é livro que ensina a governar.

-- em discurso no Nordeste.

Confesso, sem nenhuma ofensa, que não vejo ninguém com melhor diploma do que eu. Igual, sim, mas não melhor.

-- em entrevista à revista Época, em janeiro de 2002.

Os preconceituosos diziam assim: como é possível o Lula governar um país, se ele nem sabe falar inglês? Como é que ele vai conversar com o Bush, conversar com o Tony Blair? E eu estou provando que não preciso falar inglês para ser respeitado no mundo. Eu tenho que falar a língua de 175 milhões de brasileiros para ser respeitado no mundo.

-- em outro discurso em homenagem a si mesmo.

Um dia acordei invocado e liguei para o Bush.

-- em churrasco com parlamentares do PTB.

Uns acordam mais tarde, outros acordam mais cedo. Uns dormem mais tarde, outros dormem mais cedo. Nem todo mundo dorme e acorda ao mesmo tempo.

-- ao ser questionado sobre por que o PT hoje defende propostas que combateu enquanto esteve na oposição.

Todos nós temos um pouco de louco dentro de nós. Quem não acreditar é só fazer uma retrospectiva do comportamento pessoal nos últimos dez anos que vai ver que já teve esse momento.

-- na cerimônia de lançamento da nova política de saúde mental do governo.

Estou aqui, ao lado do presidente mundial da Mercedes-Benz...

-- referindo-se ao presidente da General Motors, em evento no qual a GM anunciou investimentos de US$ 240 milhões no país.

Eu sou filho de uma mulher que nasceu analfabeta.

-- em discurso sobre o Dia da Mulher.

Espero que vocês não sejam desaforadas e não comecem a pensar logo na Presidência da República!

-- em discurso no Dia Internacional da Mulher.

Às vezes o cara está no bar, com um grupo de amigos tomando um chope, que é o direito dele, todo filho de Deus tem direito de tomar um chopinho de vez em quando, de preferência na sexta-feira, está lá xingando o banco, xingando o juro, xingando o cartão de crédito, mas no dia seguinte é incapaz de levantar o traseiro de uma cadeira e ir no banco mudar.

-- sobre os juros altos.

Por isso, estamos propondo, até, uma reunião bilateral entre Brasil, Colômbia e Venezuela, numa reunião junto com os nossos ministros da Defesa e da Justiça...

-- em Caracas, sobre combate ao crime.

Quando Napoleão foi à China, ele cunhou uma frase que ficou famosa. Ele disse: 'A China é um gigante adormecido, que o dia que acordar o mundo vai tremer'.

-- o imperador francês nunca pôs os pés na China. Muito mais infeliz que a frase foi ter reconhecido a China como economia de mercado.

A Venezuela não precisa ser acusada de coisas que, a gente que convive com você, Chavéz, sabe que não fazem parte do seu comportamento e do seu pensamento. Nós temos muita gente falando mal de nós no mundo.

-- defendendo o presidente da Venezuela, após o anúncio que aquele país compraria 100 mil fuzis AK-47.

Eu venho de uma terra onde se firma acordos olhando no olho. Caráter não precisa de assinatura.

-- discursando em Teresina.

Se aperreie não que daqui a pouco eu vou lhe dar um cheiro.

-- no mesmo evento.

É como se nós tivéssemos um filho com febre e quiséssemos mudar de médico e de medicamento. E, entre um médico e outro, esse filho tivesse febre. Você, talvez, tivesse que dar o mesmo medicamento que foi a razão pela qual você tirou a criança do médico.

-- em discurso durante a posse do novo diretor-geral da empresa Itaipu Binacional, Jorge Samek.

Possivelmente todos eles leram muito mais livros do que eu, possivelmente eram até mais inteligentes. O que não tinham era uma ligação sentimental e de coração com os problemas do povo. É uma coisa chamada liga, chamada sangue.

--

A leitura, para a criança, é o mesmo que uma esteira para as pessoas da nossa idade. Muita gente coloca até uma esteira no quarto, muitas vezes coloca até na beira da cama pensando: amanhã vou levantar e vou começar a andar na esteira. Mas todo dia se levanta com uma preguiça desgramada e vai ficando para o dia seguinte. Isso é como o livro para uma criança que não adquiriu no tempo certo o gosto pela leitura.

-- em discurso na 18ª Bienal do Livro.

Quando se aposentarem, não fiquem em casa atrapalhando a família, procurem alguma coisa para fazer. Se ficar disputando espaço no sofá com o neto, sua vida vai ficar chata.

-- na cerimônia do Estatuto do Idoso.

Companheiro Wellington, você veio aqui para Brasília com medo de morrer afogado lá no Piauí?

-- a Wellington Dias, governador do Piauí, sobre as enchentes que assolaram o Nordeste, deixando 117 mil desabrigados.

Eu estou com uma dor no pé, mas não posso nem mancar, para imprensa não dizer que eu estou mancando porque estou em algum encontro com portadores de deficiência.

-- falando a atletas para-olímpicos.

Foi uma surpresa. Quem chega em Windhoek não parece que está em um país africano. Poucas cidades do mundo são tão limpas, tão bonitas arquitetonicamente e tem um povo tão extraordinário como tem essa cidade. A visão que se tem do Brasil e da América do Sul é de que somos todos índios e pobres. A visão que se tem da África é que são todos pobres.

-- discursando em Windhoek, capital da Namíbia, ao lado do presidente Sam Nujoma, que, durante a fala, o puxou pelo braço.

Um país que constrói um monumento daquela magnitude tem tudo para ser mais desenvolvido do que é atualmente.

-- na Índia, sobre o Taj Mahal.

O desafio colocado para nós é o de que não basta crescer para atender uma pequena casta da nossa sociedade.

-- na Índia. A discussão, por estrangeiros, do problema da estratificação da sociedade indiana em castas é visto com reservas naquele país.

No Brasil, a gente usa uma expressão de que há males que vem para o bem.

-- em conversa com Putin, sobre o desastre de Alcântara, no qual mais de vinte especialistas morreram.

Não sei se todos vocês tiveram a mesma sensação que eu tive: esse conselho é um clube do Bolinha, não foi citado o nome de uma mulher. É uma coisa que nós vamos ter de reparar daqui para frente, a não ser que alguém prove que não tenha mulher cientista ou no governo.

-- na instalação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.

Não é mérito, mas, pela primeira vez na história da República, a República tem um presidente e um vice-presidente que não tem diploma universitário. Possivelmente, se nós tivéssemos, poderíamos fazer muito mais.

-- no lançamento do Programa Brasil Alfabetizado.

Eu não nasci para agradar a todo mundo. Nem Cristo conseguiu. Quero apenas ser justo com meu povo e minha consciência.

-- na cerimônia da recriação da Sudam.

Afinal de contas, quem foi mais revolucionário do que Jesus Cristo na história da humanidade? Quem lutou mais por justiça social? Quem lutou mais pela igualdade, pela repartição dos pães do que Jesus Cristo? E, por isso, a mesma elite que tem preconceito contra nós, tinha preconceito contra ele.

-- novamente comparando-se a Jesus Cristo.

Eu não vejo qual o crime que a Benedita tenha cometido. A companheira Benedita cometeu um erro administrativo.

-- justificando a viagem, paga pelos cofres públicos, da ministra a um encontro de evangélicos em Buenos Aires.

O filho do Presidente da República não tem que ter privilégio, mas não pode ser proibido de seguir sua vida.

-- sobre o aporte de R$ 5 milhões da Telemar, concessionária pública, na empresa de seu filho.

Países do tamanho da Síria, países do tamanho do Brasil, continente como o sul-americano ou como o continente árabe não podem mais, no século XXI, ficar à espera de serem descobertos.

-- em visita ao Oriente Médio.

Conheço o Panamá só de dormir. Até recentemente, sempre que eu ia a Cuba, tinha que dormir uma noite lá.

-- ao embaixador do Panamá, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Pelotas é cidade pólo. Pólo exportador de veado.

-- em conversa gravada com o candidato do PT à prefeitura local, Fernando Marroni (veja o vídeo).

O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

-- em entrevista à revista Playboy de julho de 1979, quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista.

Eu não conheço muita coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

-- na mesma entrevista.

O Brasil só não tem fronteira com o Chile, Equador e Bolívia.

-- em discurso a empresários americanos. A Bolívia tem mais de três mil quilômetros de fronteira com o Brasil.

Ninguém tem mais autoridade moral e ética do que eu para transformar a luta contra a corrupção não em bandeira, mas em uma prática cotidiana.

-- em discurso sobre as denúncias contra membros do governo e do PT.

O que o PT fez do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil sistematicamente.

-- sobre o uso do caixa 2 em campanhas do PT, durante visita à França.

Diga ao Roberto Jefferson que sou solidário a ele. Parceria é parceria. Tem de ter solidariedade.

-- sendo solidário com o chefe do esquema de corrupção nos Correios, então aliado do PTB.

Ninguem neste país tem mais autoridade moral e ética do que eu para fazer o que precisa ser feito.

-- na abertura de um congresso em Goiás, junho de 2005.

Neste país de 180 milhões de brasileiros, pode ter igual, mas não tem nem mulher nem homem que tenha coragem de me dar lição de ética, de moral e de honestidade.

-- eu, eu, eu, eu (julho de 2005).

As CPIs têm que funcionarem, têm que apurarem.

-- maltratando a gramática, julho de 2005.

Eu estou presidente. Mas sou mesmo é dirigente sindical.

-- pisando na jaca diante de dirigentes trabalhistas, abril de 2005.

Nigéria e Brasil são os dois países com maior população afro-descendente do mundo.

-- em recepção ao presidente da Nigéria.

Esse foco já foi debelado. Matamos todas as reses. Já fizemos barreiras nas fronteiras em que era preciso fazer. Eu acho que vamos mostrar ao mundo a eficácia e a ação do governo.

-- sobre a ação do governo no combate à febre aftosa, poucas horas antes de o Ministério da Agricultura confirmar três outros focos da doença em Mato Grosso do Sul.

Vocês não sabem o que é urucubaca.

-- outubro de 2005.

A desgraça da mentira é que, ao contar a primeira, você passa a vida inteira contando mentira para justificar a primeira que contou.

-- ele deve saber do que está falando.

As pessoas que erraram, a gente não tem que execrá-las. Errar é humano.

-- em festa do PT, fevereiro de 2006.